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segunda-feira, 13 de abril de 2020

8B - Português - Profª Tania


E. E. E. F. DAVID CANABARRO
Atividade: Aula programada          Ano: 8º ano          Turma: 8B          Data: 13/04/2020.
Disciplina: Língua Portuguesa          Profª: Tania M. S. Vargas
USO DOS PORQUÊS
1)      POR QUE (separado e sem acento) – usa-se:
a)      Em frases interrogativas diretas e indiretas (equivale por que motivo, por que razão).
Ex.: Por que você fez isso? (interrogativa direta)
Ex.: Não sei por que você fez isso. (interrogativa indireta)

b)      Quando equivale a pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais.
Ex.: São muitos os lugares por que passamos.

2)      PORQUE (junto e sem acento) – usa-se:
a)      Para indicar explicação.
Ex.: Não suba nessa cadeira, porque você pode cair.

b)      Para indicar causa.
Ex.: Ele faltou à aula, porque estava doente.

3)      POR QUÊ (separado e com acento) – usa-se:
a)      No final de frases interrogativas.
Ex.:Você fez isso por quê?

b)      Quando encerra uma frase que não é interrogativa.
Ex.: Ela está triste e não sei por quê.

4)      PORQUÊ (junto e com acento) – é usado em frases nas quais equivale a causa, motivo, razão. Tem valor de substantivo e geralmente é antecedido pelo artigo o.
       Ex.: Não entendo o porquê dessa sua atitude.

Exercícios:
1)      Complete as frases com por que/porque/por quê ou porquê:
a)      Pedro,                                   você não veio à escola ontem?
b)                                        acompanhei minha mãe ao banco.
c)       Não vim à escola ontem                                 acompanhei minha mãe ao banco.
d)      Às vezes fico pensando                                 existe tanta violência no mundo.
e)      Descobri o                                    dessa sua agressividade comigo.
f)       Elisa saiu da sala de repente, sem dizer                                      .

2)      Elabore uma frase de exemplo para cada um dos porquês estudados.

3)      Pesquise em jornais, revistas ou internet exemplos de anúncios ou expressões informativas que contenham os quatro tipos de porquês.

E. E. E. F. DAVID CANABARRO
Atividade: Aula programada          Ano: 8º ano          Turma: 8B          Data: 14/04/2020.
Disciplina: Língua Portuguesa          Profª: Tania M. S. Vargas

Atividade:
PRODUÇÃO DE TEXTO: Produza um texto narrativo com diálogo. Use todos os porquês estudados, sem torná-lo repetitivo. Não esqueça de colocar um título no texto e usar a pontuação adequada.
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E. E. E. F. DAVID CANABARRO
Atividade: Aula programada          Ano: 8º          Turma: 8B          Data:15/04/2020.
Disciplina: Língua Portuguesa          Profª: Tania M. S. Vargas

Uso de e a
1)      (verbo haver)
a)      Quando indica passado. Pode ser substituído por “faz”.
Ex.: duas semanas que não falo com minha prima.
b)      Quando significa existir:
várias lâmpadas acesas na sala.

2)      A (artigo) – artigo definido que antecede o substantivo indicando-lhe o gênero (feminino) e o número (singular ou plural).
Ex.: A criança achou uma moeda no chão.

3)      A (preposição) quando:
a)      Tem o mesmo valor de para.
Ex.: Viajarei a Pelotas no próximo sábado.

b)      Indica tempo futuro.
Ex.: Daqui a alguns minutos a aula vai terminar.

c)       Indica ideia de distância.
Ex.: O supermercado fica a dois quilômetros daqui.

d)      Usada na expressão “a tempo”.
Ex.: Não cheguei a tempo de assistir ao primeiro período.

4)      A (pronome pessoal oblíquo) – relativo a terceira pessoa (ela).
Ex.: O pai não a deixou ir ao passeio da escola.

5)      A (pronome demonstrativo) – quando pode ser substituído por “aquela” no meio de frases.
Ex.: Esta caneta não é a que te emprestei ontem.
EXERCÍCIOS:
1)      Use o ou a adequadamente:

a)      O pai disse          ela que entrasse em casa rapidamente.
b)      Os avós contaram toda           verdadeira história          ela quando criança.
c)       Depois de dar muitas voltas, ele voltou          casa.
d)      A mãe leu          carta do filho e guardou-          emocionada.
e)      Não entendi o que disseste          pouco, quando levantei.
f)       Ele se recusou          aceitar o conselho.
g)      Não tenho certeza, mas acho que da farmácia          minha casa são três quilômetros.
h)                muitas  pessoas em quarentena no país atualmente.
i)        Esta revista não é          que te emprestei.
j)        Aquele funcionário nunca chega          tempo de presenciar          reunião.
k)      Na sala, neste momento,          pessoas apenas caminhando e outras sentadas, conversando.

2)      Classificar as palavras usadas no exercício nº 1 como: (verbo haver = passado ou = existir)           ou a (artigo, preposição, pronome pessoal oblíquo ou pronome demonstrativo):






3)      Criar frases com:

a)      Há (verbo haver = existir):

b)      Há (verbo haver = passado):

c)       A (artigo):

d)      A (preposição) - qualquer caso:

e)      A (pronome pessoal oblíquo):

f)       A (pronome demonstrativo):










segunda-feira, 6 de abril de 2020

8B - Português - Profª Tania

E. E. E .F. DAVID CANABARRO 
ATIVIDADE: Aula programada DATA: 06/04/2020 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Tania Mara dos Santos Vargas 
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Vamos relembrar: 
TEXTO NARRATIVO: Conta uma história. Narra os fatos que aconteceram com alguém, em algum momento e em determinado lugar. 
Como exemplos de textos narrativos, podemos citar o romance, o conto, a novela, a crônica, a fábula, o relato, a carta pessoal, o diário, a notícia etc. 
Na aula de hoje você vai ler duas crônicas e, depois de comentar um pouco sobre elas, irá estudá-las mais de perto. 
CRÔNICA 1 
Cerca de 30 mil crianças e adolescentes fogem todo ano no Brasil. Oitenta por cento voltam para casa. Dificuldades com a família e busca de independência são as causas mais frequentes das fugas. A volta é acompanhada de arrependimento. 
Sobre as duas crônicas: 
1) Observe os meios em que estes textos circularam, quando publicados. 
a) Em qual meio foi publicada a crônica 1 – “A volta do filho pródigo”? b) Que outros textos costumam ser publicados nesse meio? c) Observe o texto citado antes de o cronista iniciar a história de “A volta do filho pródigo”. 
I . A citação lhe parece familiar? Do que se trata? II . Qual a relação entre a crônica e a citação? d) E a crônica 2 – “A máquina” – em qual meio foi publicada? 
2) A crônica é uma narrativa e, como tal, apresenta seus elementos próprios e tem seu enredo organizado 
de um modo muito específico: situação inicial, conflito da história, clímax e situação final. 
a) As duas crônicas apresentam uma situação inicial, seguida da apresentação de um conflito? Explique 
sua resposta. b) Como leitor, qual você acha que é o momento de maior expectativa sobre como a história poderá 
acabar, em cada uma das crônicas? Ou seja, que cena representa o clímax da história? c) O que acontece no final das crônicas que encerra o conflito das histórias? 
3) Você acha que o modo como os escritores finalizaram as histórias pretendia surpreender o leitor? Por 
quê? 4) Leia novamente a crônica “A máquina” e responda: a) Você percebeu algo de diferente nas falas da crônica, em relação à escrita das palavras? Explique. b) A cronista usou esse recurso para produzir que efeito? c) Essa diferença no uso da linguagem acontece no texto todo – tanto na voz do narrador quanto nos 
diálogos? Explique. d) O uso da linguagem foi adequado nesse texto, considerando o contexto da situação vivida pelas 
personagens? 
E. E. E. F. DAVID CANABARRO 
ATIVIDADE: Aula programada DATA: 07/04/2020 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Tania Mara dos Santos Vargas 
PRODUÇÃO DE TEXTO: 
Na aula anterior você leu dois exemplares de certos tipos de crônica: a história é baseada em fatos cotidianos, tem um 
ou problema que muda o rumo da história, um 
e pode trazer um toque de 
ou de 
Hoje vamos exercitar a mudança de foco narrativo. 
1) Escolha a crônica que mais lhe agradou: “A volta do filho pródigo” ou “A máquina”. 
2) Você poderá optar por uma das seguintes possibilidades de mudança de foco, de acordo com a crônica 
escolhida: a) manter o mesmo foco narrativo, mas adotar a perspectiva de outra personagem presente no texto. Por exemplo, você pode optar por selecionar a crônica “A volta do filho pródigo” e manter o narrador em 3a pessoa, mas focando o lado dos pais da história, destacando como sentiam a sua relação com o filho e o que sentiram e fizeram quando o garoto fugiu. Ou, se selecionar “A máquina”, você pode manter o narrador em 1a pessoa, mas escolher um dos filhos para contar a sua versão dos fatos. b) mudar o foco narrativo – de 1a para 3a pessoa ou de 3a para 1apessoa - e fazer as demais escolhas 
necessárias. 
3) Ao proceder a reescrita com mudança de foco, lembre-se de que você terá de recriar a história, 
apresentando informações novas sobre o mesmo fato. 
E. E. E. F. DAVID CANABARRO 
ATIVIDADE: Aula programada DATA: 08/04/2020 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: Tania Mara dos Santos Vargas 
PESQUISA 
• Assunto: CRÔNICA 
• Definição e características desse gênero de texto. 
• Tipos de crônica (explicar cada um). 
• Principais cronistas brasileiros. 
• Cópia de uma crônica literária. 
• Biografia do autor da crônica. 
• Identificação do assunto da crônica e foco narrativo. 

• Fontes bibliográficas 

9 ANOS - Português - Profª Tania

E. E. E. F. DAVID CANABARRO 
ATIVIDADE: Aula programada
Ano: 9o TURMAS: 9A e 9B DATA: 09/04/2020 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa
PROFESSORA: Tania Mara dos Santos Vargas 
Leia as definições abaixo e faça o que se pede: 
ARGUMENTAR: Você já sabe que argumentar é justificar, sustentar, ou seja, defender uma opinião com argumentos para tentar convencer o ouvinte ou leitor da validade da opinião exposta. Existem diferentes tipos de argumentos: apresentação de fatos que funcionam como exemplos; citação de opinião de pessoas importantes, de dados de pesquisa; apresentação de valores e princípios; etc. 
EXERCÍCIOS: 
I – Identifique as opiniões e os argumentos colocados nos textos abaixo: 
1) A televisão é prejudicial, pois torna o modo de pensar dos espectadores muito parecidos, uniformiza-os. O 
público corre o risco de atingir a cretinização total, pois a televisão mata seu espírito crítico. 
2) A televisão é um equipamento trivial, só que mais importante que uma geladeira, pois é informação em 
sentido amplíssimo. E isso é bom. 
3) Quando se critica a televisão em relação às crianças, só se pega um aspecto: a violência. Mas, se um 
pesquisador pegasse crianças que nunca viram televisão. Pusesse a meninada diante do vídeo e, um ano depois, fosse verificar o vocabulário dessas crianças, iria notar diferenças incríveis: seu vocabulário estaria muito enriquecido. 
4) A televisão estimula a violência, principalmente entre crianças e adolescentes, pois eles tendem a imitar os 
heróis que aparecem no vídeo. 
5) A violência mostrada na televisão não tem o mesmo efeito em todos os países: por exemplo, a televisão 
japonesa é de uma violência terrível e os índices de criminalidade são baixíssimos no Japão. 
6) A televisão cresce em popularidade e começa a transformar-se num narcótico, alguma coisa que é agradável 
porque provoca o esquecimento dos problemas reais que nos cercam. 
7) Na televisão, “os acontecimentos são retirados do seu contexto histórico, onde estão suas raízes e causas, e 
são apresentados isolados, sem nenhuma análise que os explique”. Por isso, a televisão é superficial. 

II – Agora é sua vez de opinar. O que você acha da televisão? Fundamente sua opinião com um ou mais argumentos.

9 ANOS - Português - Profª Tania

E. E. E. F. DAVID CANABARRO 
ATIVIDADE: Aula programada
Ano: 9o TURMAS: 9a (08/04/2020) e 9B (07/04/2020) 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa
PROFESSORA: Tania Mara dos Santos Vargas 
Leia as definições abaixo e faça o que se pede: 
FATO: acontecimento, algo realizado, algum feito. É algo que é de conhecimento de todos. Sendo um fato, ele pode ser provado através de documentos, ou de outras formas de registros. 
OPINIÃO: é a manifestação das ideias individuais a respeito de um fato. 
IDEIA CENTRAL: é aquela que será desenvolvida ao longo do parágrafo. 
EXERCÍCIOS: 
1) Ao escrevermos um texto sobre determinado fato, podemos fazê-lo de duas maneiras: relatar o acontecimento tal qual ele 
ocorreu ou manifestarmos a nossa opinião a respeito dele. Sabendo disso, leia os seguintes textos e classifique aqueles que constituem fato e os que constituem opinião
a) A recuperação da camada de ozônio, que protege a Terra dos raios solares, vai demorar muito, segundo estudo publicado 
pela revista Science. A previsão é que sua destruição prossiga até fins do século XXI. Para pesquisadores russos, além dos produtos à base de CFC, que destroem o ozônio, a poluição causada por foguetes colabora em até 50% com a redução da camada de ozônio. 
(Os caminhos da Terra – ano 8, no 5.) 
b) Não dê esmolas! Em nenhuma hipótese, jamais dê esmola em dinheiro às crianças ou menores de idade que pedem na 
esquina, A mendicância é um passo para a marginalidade e temos que combater a marginalidade com todos os meios disponíveis. 
(O Estado do Paraná) 
c) Acho que todos os pais deveriam tomar a iniciativa de chamar os seus filhos para um diálogo aberto sobre sexo. E a 
atitude deveria partir dos pais – é meio constrangedor, pelo menos para mim, começar o assunto. Os pais é que deveriam perceber que seus filhos cresceram. O dever deles é nos preparar para enfrentar o mundo, mostrando o certo e o errado, principalmente no que diz respeito a sexo. 
(Atrevida – ano 4, no 29.) 
d) Proibir as crianças de comer um alimento pode despertar nelas um desejo voraz pela comida proibida. Em estudos feitos 
pela Universidade do Estado da Pennsylvania, nos EUA, crianças receberam ordens para não comer alguns alimentos. Quando a dieta foi liberada, elas comeram os alimentos antes proibidos em quantidades muito maiores que o normal. 
(Revista Isto É) 
2) Identifique a ideia central dos trechos apresentados a seguir: 
a) É consenso que o Brasil é um país com muitas leis, algumas das quais de reconhecido mérito, mesmo se comparadas às do Primeiro Mundo. Assim, a causa de muitos problemas não é a falta de leis. Mas a resistência às normas ocorre cotidianamente em muitas repartições públicas, nas quais as normas legais são facilmente dribladas com o já famoso “jeitinho brasileiro”. 
(Zero Hora) 
b) O desperdício hoje é apontado por órgãos das Nações Unidas como um dos principais inimigos a serem combatidos. A 
maioria da população não dá o mínimo valor para o líquido da vida. Age como se a água fosse um bem inesgotável. De acordo com estudos feitos pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), o consumo poderia ser reduzido em um terço se os consumidores adotassem medidas simples de economia. No Paraná, a Sanepar não dispõe de dados sobre o desperdício, mas garante que está desenvolvendo ações contínuas em busca da racionalização do consumo. 

(CREA, ano 1, no 2.)

9 ANOS - Português - Profª Tania

E. E. E. F. DAVID CANABARRO 
ATIVIDADE: Aula programada
Ano: 9o TURMAS: 9A e 9B
DATA: 06/04/2020 
DISCIPLINA: Língua Portuguesa
PROFESSORA: Tania Mara dos Santos Vargas 
Texto: 
Bullying. Não tem a menor graça! 
Você já foi alvo de gozação ou viu alguém sendo sacaneado constantemente? 
Não era brincadeira. Era o bullying em ação. 
A palavra 
Sem tradução para o português, bullying é toda agressão feita com a intenção de machucar outra pessoa ou até uma turma inteira. Mas, para ser considerado bullying de verdade, também é preciso que essa atitude agressiva se repita uma porção de vezes. Sabe aquele garoto que fica gozando do colega todo santo dia, fazendo piadinhas infelizes a respeito da orelha de abano do garoto? Pois essa atitude grosseira, repetitiva, disfarçada de brincadeira, é o tal de bullying. Mas esse comportamento vai além dos apelidos maldosos. Ele também é uma característica de quem gosta de ofender, humilhar, discriminar, intimidar, enfim, de quem se diverte fazendo tudo o que faça uma menina (ou menino) sofrer (vela mais exemplos em “As faces da maldade”). 
Jéssica cansou de ser chamada de “Choquito”, por causa de suas espinhas. Aline fica triste sempre que tiram sarro dela só porque gosta de um menino da classe. Jaqueline chora porque, de uma hora para outra, suas amigas passaram a excluí-la das conversas. O que essas três meninas têm em comum? Todas sofrem de um problema conhecido como bullying, que vem cada vez mais chamando a atenção de pais e professores. 
Menino é diferente 
A prática do bullying 
nem sempre é igual para meninos e meninas. Segundo Aramis Lopes, pediatra e coordenador do Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes, os garotos são mais explícitos. É comum ver meninos tirando sarro de alguém na frente de todo mundo. “Já a menina é educada para ser mais recatada, discreta. Sendo assim, a estratégia delas é outra”, explica o médico. É isso mesmo! A menina é mais sutil e vai, como se diz, “comendo pelas bordas”. Uma fofoquinha aqui, uma esnobada ali e lá está ela colocando em prática sua maldade. “A princípio, elas são amigas. Mas, quando vai ver, uma garota já está sendo vítima de difamação e exclusão dentro de seu grupo”, acrescenta Aramis. 
Para esses casos, o especialista dá a melhor solução: trocar de turma. Afinal de contas, você é livre para ser amiga de quem bem entender e não tem nada a ver ficar atrás de meninas que só querem vê-la numa pior, não é mesmo? 
Mas, quando o assunto é gozação na frente de todo mundo, como nos casos em que o cidadão grita um apelido infeliz pelos quatro cantos da escola, a pedagoga Karen Kaufmann Sacchetto, da Escola São Gabriel Pompéia, em São Paulo, tem a saída: “Evite reforçar essa atitude. Tente ignorar o máximo que puder”. E Aramis complementa: “Saia de perto, para a brincadeira não continuar e você não sofrer”. 
Uma outra forma de agressão tem crescido, silenciosa, no meio dos adolescentes: o cyberbullying. Pouco se fala sobre o assunto no Brasil, mas acontece com muita frequência na internet. Quer exemplos? Os sites de ódio, as comunidades preconceituosas do Orkut, os blogs com mensagens negativas sobre uma pessoa ou um grupo... Fugir disso é fácil. Basta não fazer parte dessa galera de jeito nenhum. 
As faces da maldade 
Veja o que é considerado bullying pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia): 
colocar apelidos excluir dominar 
ofender isolar agredir 
zoar ignorar bater 
gozar intimidar chutar 
encarnar perseguir empurrar 
sacanear assediar ferir 
humilhar aterrorizar roubar 
fazer sofrer amedrontar quebrar pertences 
discriminar tiranizar 
Contar ou não, eis a questão 
E os pais, como ficam nessa história toda? “Se tiver coragem, conte a eles, pois podem ajudá-la, diz Karen. Porém o pediatra Aramis alerta: “Procure alguém de sua confiança, um colega, um professor, um funcionário da escola, ou seus pais e conte o que se passa com você. De preferência, os pais só devem interferir com o consentimento dos filhos”. Se você estiver certa de que quer a ajuda de seus pais nessa luta, peça uma mãozinha. Do contrário, se tiver medo de que a situação piore, busque apenas o apoio deles, mas não desista de tentar se livrar desse sofrimento. Ficar quieto e aceitar todos os tipos de maldade é o comportamento mais incorreto. Muitas vezes, quando ficamos chateadas não há nada melhor do que o colo e os conselhos do pai e da mãe para nos dar um calorzinho no coração. 
A diretoria da escola também pode ser avisada, principalmente em casos mais graves, como os de ameaça. Entretanto, se você não quer falar abertamente sobre o que está acontecendo, vale sugerir à diretoria que faça um programa de conscientização com os alunos. Você pode, por exemplo, dizer que tem visto alguns colegas sofrendo por causa do bullying e que seria muito bom se houvesse alguém para conversar com todos os alunos, alertando sobre esse mal. 
Por que essas criaturas existem? 
Ninguém nasce com um “gene do bullying”. Isso não é um defeito de fabricação. Normalmente, o chamado “agressor” começa com atitudes ruins desde criança. “Um exemplo é o caso da criança que fala palavrão, todo mundo acha bonitinho e ninguém impõe limites”, aponta a pedagoga Karen Kaufmann. Quando ela se torna adolescente, leva suas “brincadeirinhas” de mau gosto na bagagem e atinge seus colegas da mesma idade. “O agressor impõe o seu comportamento dentro do grupo e, com isso, atrai seguidores, que passam a fazer maldades também. Dessa forma, se estourar algum problema, o líder joga a responsabilidade dos seus atos para cima dos outros e, ao mesmo tempo, diminui seu peso na consciência”, explica Aramis. “Muitos garotos e garotas, por iniciativa própria, não fariam tantas maldades. Mas, para pertencer a um determinado grupo, acabam seguindo os passos do líder”, acrescenta o especialista. 
Portanto, se você encontrar uma turminha do mal como essas por perto, deixe-a para lá. O ditado “Não faça com os outros o que você não gostaria que lhe fizessem” é muito importante. Lembre-se sempre dele. 
MERCATELLI, Veridiana. Bullying. Não tem a menor graça! Disponível em:http://atrevida.uol.com.br/beleza-gente/126/artigo5055-2asp 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
1) Copie no caderno a alternativa que define mais completamente o bullying
( ) Piadas e apelidos maldosos. 
( ) Agressões intencionais e repetitivas. 
( ) Gozações e brincadeiras entre colegas. 
2) Elabore um parágrafo explicando resumidamente o que, segundo o texto, diferenciaria o comportamento de 
bullying praticado por meninas do praticado por meninos. 
3) Você concorda com essa explicação? Por quê? 
4) Qual seria, na perspectiva dos especialistas, a melhor atitude diante de provocações de bullying? Assinale a 
resposta certa: 
( ) Revidar, devolvendo as provocações. 
( ) Permanecer próximo dos agressores, para poder ser aceito. 
( ) Afastar-se dos agressores, procurando ignorar ofensas. 
Você concorda com esse ponto de vista? Por quê? 
5) A partir da reportagem, defina o que é cyberbulling. 
6) Você concorda que “aceitar todos os tipos de maldade é o comportamento mais incorreto” para quem sofre 
bullying ou cyberbullying? Por quê? 
• Para você, quem uma vítima de bullying deveria procurar para ter ajuda? Por quê? 
7) Você concorda que o bullying começa com a ação de um agressor, um líder negativo? Argumente. 
8) Releia: 
“Muitos garotos e garotas, por iniciativa própria, não fariam tantas maldades. Mas, para pertencer a um determinado grupo, acabam seguindo os passos do líder.” 
• Você acha que é mesmo assim? Argumente. 
9) O texto fala de quem comete e de quem sofre o bullying. Que opinião você tem sobre quem apenas observa 

situações de bullying? Essa atitude é correta? Por quê?